quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ainda o Teatro e a Cerâmica

5 de Novembro de 2009


Quem me tem acompanhado nestas crónicas semanais saberá que, entre a reabilitação do Teatro Alves Coelho e a requalificação da antiga Cerâmica Arganilense, a minha prioridade vai claramente para o Teatro:não só pela história da sua criação,pelo valor patrimonial do edificio,mas particularmente pelas potencialidades que a sua reabilitação oferece.
Não serei eu a pôr em causa a necessidade de intervenção na antiga cerâmica ;no entanto,tenho dificuldade em compreender que possa ser esta obra uma das principais bandeiras da Câmara de Arganil.
A escassez de recursos e as muitas carências do concelho aconselhariam uma boa avaliação das prioridades e um racional aproveitamento de estruturas existentes.
A verdade é que,ainda antes das recentes eleições autárquicas,foi anunciada a adjudicação dos trabalhos na antiga Cerâmica.Ao que tudo indica vai ser a grande “obra” do próximo mandato.
É neste contexto que,mais uma vez,lanço o alerta,fazendo-me eco das palavras do presidente da Assembleia da Misericórdia de Arganil,Dr.Armando Diniz Cosme, a quando da cedência deste espaço à Câmara:”O Teatro não pode continuar assim,porque é uma afronta para os arganilenses “.
Quando se inicia um novo mandato do executivo camarário de Arganil, é legítimo esperar que,nestes próximos quatro anos,a reabilitação do Teatro possa ser concretizada,já que,esta sim,é uma obra que pode contribuir para “a melhoria da qualidade de vida do concelho”.

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