quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eleições Autárquicas

10 de Setembro de 2009


Aproxima-se um longo período eleitoral:são as Legislativas já a 27 e ,em 11 de Outubro,as Autárquicas.
A proximidade destes dois actos e o maior mediatismo das Legislativas poderão contribuir para que as Autárquicas não tenham a justificada atenção.No entanto,é bom lembrá-lo ,vamos escolher as pessoas para presidir às Câmaras e Juntas de Freguesia,precisamente os dois órgãos que mais directa e concretamente têm a ver com o nosso dia a dia.
Infelizmente nem sempre os candidatos são os mais desejados e necessários,já que quase nunca resultam dum trabalho de base junto das populações,auscultando-as;pelo contrário,são “impostos”por interesses e calculismos partidários.
Seja como for,é este o sistema que vigora e quem se apresenta merece respeito.
Tanto a Câmara como a Junta de Freguesia são órgãos fundamentais para a vida da comunidade.Por estarem mais próximos das populações, é deles que se espera resposta para as questões mais imediatas e concretas do concelho ou freguesia.
É por isso que as eleições Autárquicas são tão importantes.Havendo vários candidatos e diferentes opções,é essencial que o cidadão se interesse por conhecer as pessoas e os programas.
Sabemos por experiência que quase nunca se cumpre o que se promete em tempo de eleições;por isso,mais do que dar crédito às promessas,importa conhecer a personalidade de quem as faz.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Criticar É Fácil

3 de Setembro de 2009


Lendo ou ouvindo jornais,rádio ou televisão, logo constatamos que Portugal é um país onde não faltam comentadores e analistas. Todos criticam;todos fariam diferente e melhor se fossem eles a mandar.
O mais curioso é que alguns dos que o fazem já estiveram no poder e nem por isso fizeram o que agora recomendam através dos seus comentários.
A grande diferença está entre o comentar e opinar e o decidir.
Não quero dizer que não se possa e deva ter e exprimir opinião;o que pretendo significar é que só devemos criticar o que conhecemos e sobretudo ser honestos e coerentes nas análises que fazemos.
Dizer mal de tudo e todos,só por dizer,é mal muito nosso.
A coisa torna-se mais grave quando são os próprios partidos a fazerem prática deste mau hábito.
Todos criticam e prometem fazer diferente,mas o pior é que todos nos lembramos do que eles fizeram ou fazem quando foram ou são poder.Quando chamados a votar,mais do que ter em conta as criticas,valerá a pena estar atento à prática de quem as faz.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dinheiro e Felicidade

27 de Agosto de 2009


O dinheiro é um instrumento cheio de potencialidades. Alguém disse: quando bem usado, particularmente na sua função social, é ouro; mas quando mal utilizado é esterco.
Podendo ser um meio para a felicidade, não é a felicidade.
Possuir dinheiro é um direito e objectivo legítimos, mas quem faça disso a sua única motivação nunca será verdadeiramente feliz.Com ele podemos adquirir muitas coisas, mas nunca o essencial: a felicidade.
Como disse, o dinheiro é coisa boa quando usado com responsabilidade social, mas pode ser causa de infelicidade quando adquirido ou utilizado por meios moralmente condenados.
Embora haja inúmeras definições e conceitos de felicidade,no meu entendimento,a autêntica está ao alcance de todos,ricos ou pobres.
Somos felizes quando nos tratamos bem a nós próprios e aos outros como a nós mesmos:a verdadeira felicidade é solidária,tem que ser partilhada.
Seremos tanto mais felizes, quanto livres da ganância e egoísmo.
Aos que têm dinheiro para além das suas necessidades, lembro a definição de Léon Tolstoi:”A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Deve e o Haver

20 de Agosto de 2009


No que respeita a gestão financeira ,quem governa tem que praticar as mesmas regras que uma família sensata aplica na sua economia doméstica:ponderar as despesas e as receitas.
Sempre que os gastos são superiores aos ganhos,das duas três:ou vendemos o que ainda temos, pedimos emprestado ou então passamos mal.
Qualquer das situações acarreta compromissos e prejuizos.Quando vendemos tudo já nada mais nos resta e ficamos ainda mais pobres;ao pedir emprestado,mais tarde ou mais cedo, teremos que pagar.Todos sabemos que quanto pior for a situação financeira ,mais custoso será obter empréstimos.
Dizem os economistas que Portugal está a gastar acima das suas possibilidades.Significa que o nosso défice é cada vez maior e ,tendo que pedir dinheiro a outros países,cada vez teremos que o pagar mais caro.
Sendo difícil imaginar que seja possivel,na actual conjuntura ,agravar mais os impostos à grande maioria dos portugueses,não vislumbro outra solução que não passe por poupar mais no supérfluo ,praticar uma política fiscal mais justa e por aproveitar melhor os nossos recursos.Se não quisermos comprometer o futuro,temos que nos governar à medida dos nossos meios.
Nada adianta dizer que há mais países como o nosso,ou ainda piores.Aqui,como em tudo,temos que contar prioritariamente connosco.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Oportunistas

13 de Agosto de 2009


Respeito todos os que,dentro dos partidos,se empenham honesta e democraticamente ,de acordo com os seus ideais,por uma sociedade melhor.
A cidadania não se esgota nos partidos,mas sem eles não há democracia.
O que me custa a aceitar é a atitude de alguns que se servem deles apenas para alcançar interesses pessoais.
Os maiores partidos,os que podem levar ao poder,são particularmente procurados e frequentados por este tipo de pessoas.
A coisa torna-se mais escandalosa quando,se por quaisquer circunstância,não lhes é garantido um “tacho”,logo eles ameaçam sair e bater à porta do outro partido que ,de imediato e alegremente os acolhe.
Este comportamento é um atentado ao exercício da cidadania e ,como tal,prejudica a democracia.
Claro está que,neste caso,os partidos são os principais responsáveis.No engodo de “roubar”mais uns votos ao concorrente,tudo lhes serve.
Felizmente, os cidadãos vão conhecendo estas habilidades e, no momento certo,saberão distinguir os políticos dos oportunistas.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Que Inovação?

30 de Julho de 2009


Os tempos de hoje são da chamada Sociedade de Informação.Os avanços tecnológicos permitem-nos partilhar conhecimentos e informação em tempo real e em qualquer local.
A maior ou menor competitividade de países e regiões é proporcional ao grau de desenvolvimento destas novas áreas.
A Finlândia foi um país pobre até à década de 50;hoje,graças à aposta na tecnologia de informação e respectivas redes,tem um dos melhores níveis de vida do mundo.
Em Portugal, só nestes últimos anos se começou a investir neste sector.O chamado Plano Tecnológico é o ai-jesus do Governo.
No entanto,esta febre de inovação não pode fazer esquecer ou mesmo ignorar o profundo atraso com que se debatem muitas zonas do país.
No caso concreto da nossa região,bastará estar atento às frequentes queixas e desabafos veiculadas pelo Jornal de Arganil para se ter consciência da situação terceiro-mundista existente em muitas das nossas aldeias.
Há meses, este Jornal titulava:” Povoações do Alto Ceira isoladas do Mundo”.Dizia a notícia: ...no séc.XXI, estas povoações(cinco da freguesia de Fajão) ficam constantemente isoladas do mundo,pois nem há rede móvel:uma simples rajada de vento ou trovão eram suficientes para avariar a cabina de distribuição da PT. Neste caso ,em plena quadra natalícia, o isolamento durou uma semana!
Há poucos dias,era a voz das aldeias de Saião e Salgado,do concelho de Góis,que manifestava descontentamento pelas constantes avarias nos telefones e o impedimento de acesso à Internet.
Quando o Governo tanto se orgulha da aposta na inovação,não pode deixar de exigir à PT e outros operadores a quem foi concessionado este serviço público que o tornem acessível, em pé de igualdade, a todos os portugueses.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Força das Ideias

23 de Julho de 2009


Não poucas vezes somos tentados a avaliar as ideias em função de quem as divulga.A verdade é que os princípios devem ser apreciados pelo seu valor intrinseco.Se há incoerência ou contradição entre quem apregoa determinada doutrina ou norma e a sua prática ,o que deve ser realçado é a validade dos conceitos.Bem sei que nem sempre é fácil ouvir alguém a defender coisas em total contradição com a sua prática.A isto responde o povo com o sarcástico “bem prega Frei Tomás...”Ainda assim,o que deve ser condenado é a conduta de quem assim procede e nunca a essência dos preceitos.Aplica-se aqui o velho adágio”olha para o que eu digo e não para o que faço”.
Falo nisto, porque existe muitas vezes o risco de desacreditar as boas ideias só porque quem as divulga não as pratica.Não é pela razão de existirem maus padres,professores,médicos, ou seja lá o que for,que a religião,educação ou medicina deixam de ser valores a defender e praticar. O ideal seria que todos fossem coerentes com o que dizem,particularmente quem tem mais responsabilidades;como isso nem sempre acontece,saibamos nós fazer a distinção entre o essencial e o secundário,neste caso,entre os bons princípios e a eventual má conduta de quem os prega